ADP407

Retrato de Maduro Dias

Data
1937

Materiais e Técnicas
Óleo sobre tela

Medidas
96,1 x 75,7 cm

Inscrições
«A. Dacosta 37»
[frente, canto superior direito]

Coleção
Col. Francisco Maduro Dias

Historial
 
Francisco Coelho Maduro Dias (1904-1986) foi um poeta, pintor, escultor, desenhador, professor, cenógrafo e homem do teatro ligado a Angra do Heroísmo. Formado em pintura na Escola de Belas Artes de Lisboa, tendo ido para Lisboa na segunda metade dos anos 20, regressara no ano em que António Dacosta partira para ingressar na mesma escola, Maduro Dias teve um papel relevante no panorama cultural açoriano da primeira metade do século XX. Sobretudo em Angra, sendo um dos fundadores do Instituto Histórico da Ilha Terceira. Nas suas viagens de férias de Verão a Angra, enquanto frequentava a Escola de Belas Artes de Lisboa, António Dacosta terá convivido bastante com Maduro Dias. No Verão de 1936 Dacosta realizou um primeiro desenho retratando Maduro Dias No Verão do ano seguinte faria a óleo sobre tela, e com maior ambição, O Retrato de Maduro Dias [ADD404]. Este quadro é o maior retrato realizado por António Dacosta e a primeira obra que chegou até nós em que assina pela primeira vez como «Dacosta». Maduro Dias surge em pose algo encenada, sentado e a meio-corpo, com breve encenação da pose, no seu atelier de Angra onde terá sido pintado, segurando uma pequena máscara em referência às suas ligações ao teatro. Nesse ano de 1937 «repunha-se no Teatro Angrense a opereta «Água Corrente» de João Ilhéu, com música de Henrique Vieira da Silva e cenários de Maduro Dias», um «espectáculo nocturno na Quinta dos Prazeres»*. O retrato terá sido feito no atelier de Maduro Dias, em Angra, Rua de Barcelos (antiga Rua de Serpa Pinto), nº37.
 
(Sobre Francisco Coelho Maduro Dias, cf. Dossier com textos de Álvaro Monjardino, Helena Ormonde, Urbano Bettencourt, José Olívio Mendes Rocha: «Centenário de Maduro Dias», in Boletim do Instituto Histórico, 2005, pp.93-236.)
 




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