• «Há sempre uma calma e uma antítese da calma»

    (Notas de Artes Plásticas, RTP, 1969)

  • «Nada é puro ou auto-suficiente. Tudo precisa de um título. (…), até Deus precisa de um título»

    (“António Dacosta: a minha pintura é uma impureza que tende para a luz”. O Primeiro de Janeiro, 25 maio 1988, p. IV)

  • «Um quadro tem os seus meandros
    Ir além da periferia que o fecha é quase um acto ritual
    Nada de equívocos. É preciso olhar, esquecer e esperar»

    (“O Pintor Mário Eloy”. Panorama, n.º 20, abril 1944)

  • «Não se deixa de fazer as coisas que se traz em si»

    (“Artes Plásticas/Entrevista. António Dacosta: o regresso à pintura 25 anos depois”. Expresso (Revista), 18 junho 1983, p. 32-R)

  • «Reencontrar a simplicidade das coisas é mais difícil do que parece»

    (“Acerca da Exposição de Juan Cabanas hoje inaugurada no Estúdio do S. P. N.”. Diário Popular, 29 novembro 1943)

  • «Não se pinta para o passado nem para o futuro, menos ainda para a eternidade; pinta-se por uma imperiosa necessidade de presente»

    (“Um tríptico de Lázaro Lozano”. Diário Popular, 2 março 1943)

  • «Um quadro tem os seus meandros Ir além da periferia que o fecha é quase um acto ritual Nada de equívocos. É preciso olhar, esquecer e esperar»

    (“O Pintor Mário Eloy”. Panorama, n.º 20, abril 1944)

  • «Não se deixa de fazer as coisas que se traz em si»

    (“Artes Plásticas/Entrevista. António Dacosta: o regresso à pintura 25 anos depois”. Expresso (Revista), 18 junho 1983, p. 31-R)

  • «A arte não passa de uma eterna tentativa falhada para dizer qualquer coisa que fica sempre por dizer»

    (“O mistério de Picasso”. O Estado de S. Paulo, 18 fevereiro 1956)

  • «Um quadro – e é isso que Picasso nos prova – é um espelho maior que o mundo»

    (“As Meninas de Picasso”. O Estado de S. Paulo, 26 julho 1959)

Apresentação

O catálogo raisonné de António Dacosta (Angra do Heroísmo, 1914 - Paris, 1990), lançado por ocasião do centenário do seu nascimento - e que será acompanhado de uma exposição - é o primeiro catálogo digital produzido sobre um artista português, sendo assim uma iniciativa pioneira na área não só da investigação artística, como também na das novas plataformas digitais. O catálogo será acessível nas versões website e App.
 
A designação de catálogo raisonné significa um elenco «completo» de uma obra. Com efeito, a preparação do catálogo consistiu no levantamento de todas as obras de António Dacosta, acompanhadas de reproduções e documentação alargada, desde as características físicas e materiais, à sua história, ou ainda à antologia crítica das obras. Este trabalho de fundo, desenvolvido ao longo de quatro anos, teve a coordenação científica de Fernando Rosa Dias, a colaboração de uma equipa do CAM constituída por Patrícia Rosas, Rita Lopes Ferreira e Matilde Corrêa Mendes; a fotografia foi da responsabilidade de Paulo Costa e Teresa Cartaxo, e a Museografia competiu a Carlos Catarino, Carlos Gonçalinho e José Nunes de Oliveira. Um agradecimento especial a Miriam Rewald Dacosta pelo decisivo contributo para viabilizar este ambicioso projeto.
 
Embora completo, um catálogo nunca será definitivo, enriquecendo-se com novas descobertas de obras de arte ou de documentação, que podem acrescentar ou subtrair, ou ainda mudar sentidos e rever atribuições. O meio digital proporciona, por um lado, a vantagem de ir incorporando ulteriores pesquisas; por outro, possibilita diferentes tipos de buscas rápidas e organizadas segundo as opções de quem o consultar. E, ainda, como neste caso, o mérito de tornar disponível ao público o resultado de uma vasta pesquisa e investigação.
 
Ao possibilitar uma atualização constante do conhecimento do passado, à luz do olhar e do saber do presente, vamos ao encontro de Dacosta que nos falava de uma «imperiosa necessidade de presente» (Diário Popular, 2 Março 1943).
 
Artur Santos Silva
 
Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian